segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Continuando...11-2

Isso não significa ignorar um pedido de ajuda, ou a ânsia de sua própria alma de trabalhar, visando a mudança de alguma situação ou condição. Significa evitar rótulos e julgamentos enquanto faz o que quer que seja. Porque todas as situações são uma dádiva, e cada experiência é um tesouro oculto.
Certa vez, existiu uma alma que sabia que era a luz. Sendo uma alma nova, ansiava por experiência. “Eu sou a luz”, dizia repetidamente. Mas todo o seu conhecimento e todas as suas palavras não podiam substituir a experiência de ser a luz. E na esfera onde essa alma surgiu, só havia luz. Todas as almas eram sublimes e magnificentes, e irradiavam o brilho da Minha grande luz. E por isso a pequena alma em questão era como uma vela sob o sol. No meio da luz maior – da qual era parte – não podia ver a si mesma, experimentar-se com Quem Realmente Era. Acontece que aquela alma desejava muito conhecer a si mesma. Tão profundo era esse seu desejo que um dia Eu lhe disse:

-          Você sabe Pequena alma, o que deve fazer para satisfazer o seu desejo?
-     Ah, o que, Deus? O quê? Eu farei qualquer coisa! – disse ela.
-          Deve separar-se do restante de nós – disse Eu – e então evocar a escuridão.
-          O que é a escuridão, ó Santíssimo? – perguntou a pequena alma.
-          O que você não é.
         
          E a alma compreendeu. Afastou-se do todo, chegando a ir  até outra esfera. Nela, teve o poder de experimentar todos os tipos de escuridão. E o fez.
Contudo, no meio daquelas trevas, gritou:
-          Pai, Pai, porque em abandonastes?
           Vocês têm feito isso em seus momentos mais difíceis. Entretanto, Eu nunca os abandonei. Estou sempre ao seu lado pronto para lembrar-lhes Quem Realmente São; para chamá-los de volta ao lar.
Por isso, sejam uma luz na escuridão, e não a amaldiçoem.
E não se esqueçam de Quem São no momento em que forem rodeados pelo que não são. Mas louvem a criação, mesmo quando tentarem mudá-la.
E saibam que aquilo que fizerem no seu momento de maior sofrimento poderá ser a sua maior vitória. Porque a experiência que criam é uma afirmação de Quem São – e de Quem Desejam Ser.
           Eu lhes contei essa história – a parábola da pequena alma e do sol – par que vocês pudessem compreender melhor porque o mundo se encontra na situação atual, e como ele poderá mudar no momento em todos se lembrarem da verdade divina de sua realidade mais transcendente.
          Há aqueles que dizem que a vida é uma escola, e que as coisas que o ser humano observa e experimenta em sua vida visam o aprendizado. Eu já disse isso antes, e vou repetir: Vocês vieram a este muno sem nada a aprender – só têm de demonstrar o que já sabem. Ao demonstrá-lo vocês se recriam, através de suas experiências. Dessa forma, justificam a vida, dão-lhe um objetivo e tornam-na sagrada.        
        
          - O Senhor está dizendo que todos os eventos ruins que nos acontecem foram escolhidos por nós? Quer dizer que até mesmo as calamidades e os desastres mundiais são, em algum nível Quem Somos? E se for assim, não há um modo menos doloroso, para nós mesmos e para os outros, de criar oportunidades de nos experimentarmos?

        Você fez várias perguntas, e todas são boas. Vamos responder uma de cada vez. Não, nem todas as coisas que lhes acontecem e que chamam de ruins são escolha de vocês. Não no sentido consciente –  que é aquele ao qual você se refere. Todas elas são criações suas. Vocês estão sempre envolvidos no processo de criar. Em todos os momentos. Todos os minutos. Todos os dias. Como podem criar,veremos mais tarde Por enquanto, aceite apenas a Minha palavra:  vocês são uma grande máquina criadora e produzem uma nova manifestação tão veloz quanto o pensamento.
          Ocorrências, condições, situações – tudo isso é criado pela consciência. A consciência individual é muito poderosa. Podem imaginar o tipo de energia criativa que é liberada quando duas ou mais pessoas se reúnem em Meu Nome? E a consciência das massas? É tão poderosa que pode criar ocorrências e situações de importância e conseqüências mundiais.
Não seria certo dizer – não no modo a que se refere – que vocês escolhem essas conseqüências. Não as escolhem mais do que Eu as escolho. Como Eu, vocês as observam. E decidem Quem São com referência a elas.


continua...11-3

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