Continuando...11-2
Isso
não significa ignorar um pedido de ajuda, ou a ânsia de sua própria alma de
trabalhar, visando a mudança de alguma situação ou condição. Significa evitar
rótulos e julgamentos enquanto faz o que quer que seja. Porque todas as
situações são uma dádiva, e cada experiência é um tesouro oculto.
Certa
vez, existiu uma alma que sabia que era a luz. Sendo uma alma nova, ansiava por
experiência. “Eu sou a luz”, dizia repetidamente. Mas todo o seu conhecimento e
todas as suas palavras não podiam substituir a experiência de ser a luz. E na
esfera onde essa alma surgiu, só havia luz. Todas as almas eram sublimes e
magnificentes, e irradiavam o brilho da Minha grande luz. E por isso a pequena
alma em questão era como uma vela sob o sol. No meio da luz maior – da qual era
parte – não podia ver a si mesma, experimentar-se com Quem Realmente Era.
Acontece que aquela alma desejava muito conhecer a si mesma. Tão profundo era
esse seu desejo que um dia Eu lhe disse:
-
Você sabe Pequena
alma, o que deve fazer para satisfazer o seu desejo?
- Ah, o que, Deus? O quê? Eu farei qualquer
coisa! – disse ela.
-
Deve separar-se
do restante de nós – disse Eu – e então evocar a escuridão.
-
O que é a
escuridão, ó Santíssimo? – perguntou a pequena alma.
-
O que você não é.
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