segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Continuando...11

O Mundo atual



- Tenho tantas dúvidas! Acho que deveria começar pelas mais óbvias. Por que o mundo se encontra nas condições atuais?

De todas as perguntas que o homem já fez a Mim, essa é a que fez mais vezes, desde o início dos tempos. Desde o primeiro momento vocês quiseram saber: Por que tem quer assim? A forma clássica de fazê-la geralmente é algo como: Se Deus é perfeito e ama a todos, por que criaria as pestes e a fome, as guerras e doenças, os terremotos, tornados, furacões e todos os desastres naturais, as grandes desilusões pessoais e calamidades mundiais?
A resposta para essa pergunta  está no maior mistério do universo e no significado mais importante da vida. Eu não demonstro a Minha bondade criando apenas o que chamam de perfeição ao seu redor. Não demonstro o Meu Amor sem permitir-lhes demonstrar o seu. Como já expliquei, não se pode demonstrar amor enquanto não se demonstra o não-amor. Uma coisa não pode existir sem o seu oposto, exceto na esfera do Absoluto. Porém, essa esfera não foi suficiente para vocês ou para Mim. Eu existia lá, na eternidade, que é de onde vocês também vieram.
No Absoluto não existe experiência, há apenas o conhecimento. O conhecimento é um estudo divino, mas a maior alegria está em ser. Só se consegue ser depois da experiência. A evolução é esta: conhecimento, experiência, ser. Essa é a Santíssima Trindade, que é Deus.
Deus-Pai é conhecimento, o pai de todo o saber, o criador de todas as experiências, porque não se pode experimentar aquilo que não se conhece.
Deus-Filho é experiência, a encarnação de tudo que o Pai sabe sobre Ele Mesmo, porque não se pode ser o que não se experimentou.
Deus-Espírito Santo é ser, a desencarnação de tudo que o Filho experimentou Dele Mesmo; o simples e belo ato se ser, possível apenas através da lembrança do conhecimento e da experiência.
Esse simples ato de ser é beatitude celeste. É um estado de Deus, depois de conhecer e experimentar a ele Mesmo. É aquilo que Deus ansiou no início.
É claro que já passou do tempo em que Eu precisaria  explicar-lhe que as descrições de pai e filho não têm nada a ver com gênero. Uso aqui linguagem pictórica de seus livros sagrados mais recentes. Muito antes, os escritos sagrados colocaram essa metáfora em um contexto mãe-filha. Nenhum deles está correto.
Sua mente pode entender melhor o relacionamento com criador-criatura, ou o que-dá-origem-a, e o-que-se-origina. Acrescentar a terceira parte da Trindade produz esse relacionamento: o que dá origem a/o que se origina/o que é.
Essa realidade trina é a “assinatura” de Deus, o modelo divino. O três-em-um é encontrado em toda parte nas esferas do sublime. Vocês não podem escapar disso ao lidarem com questões relativas a tempo e espaço, Deus e consciência, ou qualquer um dos relacionamentos superiores. Por outro lado, não encontrarão a Verdade Trina em nenhum dos relacionamentos inferiores da vida. A Verdade Trina é reconhecida nos relacionamentos superiores da vida por todos que os têm. Alguns de seus religiosos descreveram a Verdade Trina como Pai, Filho e Espírito Santo. Alguns de seus psiquiatras usam os termos superconsciente, consciente e subconsciente. Alguns de seus espiritualistas dizem energia, matéria e espaço celeste. Alguns de seus filósofos dizem que uma coisa é verdadeira quando o é em pensamentos, palavras e atos. Quando discutem o tempo, vocês falam apenas de três tempos: passado, presente e futuro. De igual modo, há três momentos em sua percepção: antes, agora e depois. Em termos de relacionamentos espaciais, considerando os pontos no universo, vocês reconhecem aqui, lá e o espaço no meio.


continua...11.1

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