Continuando...1
Agora vamos a outra questão. Desde sempre nos foi dito que somos a imagem
e semelhança de Deus. O que isto quer
dizer realmente? Qual é a imagem de Deus? Por que somos tão diferentes entre os
povos? Então Deus também é muito diferente? E que quer dizer semelhança, se
somos tão diferentes? Deus disse a Neale: todos vocês são a minha imagem
e semelhança, e explica isto desta maneira: a imagem é espiritual, já
que todo espírito tem a mesma forma; semelhança porque somos parte da sua
essência e portanto podemos fazer tudo que Ele faz, porque Ele nos deu este
poder. Esta é a diferença entre nós e Ele. Ele é tudo e pode
tudo. Nós só podemos tudo porque Ele nos dá tudo. E já que temos tudo e podemos
tudo porque temos de viver do jeito que estamos vivendo? Novamente é Deus que
explica: Se formos tudo e podemos tudo o que sobra para conhecer? Nada!
Mas se não experimentarmos o oposto, não saberemos o que somos. No
mundo espiritual, (ou como diz Deus, Reino do Absoluto), não precisamos de nada
por que temos tudo. Nós conhecemos tudo e nada nos é desconhecido. Mas não
sabemos o que seja o oposto. Explicando: sabemos o que seja o bem, mas não
compreendemos no Reino do Absoluto o que seja o mal. Porque lá não existe
maldade. Tudo é amor grandioso, porque não se conhece a indiferença. Não
sabemos o que seja a miséria porque lá não existe falta de nada, porque criamos
tudo. Não sabemos o que seja a inveja porque lá não existe isto, já que somos
todos iguais, com todos os conhecimentos e poderes iguais.
No Reino do Absoluto, tudo é paz, amor, luz e verdade. Deus querendo
que nós soubéssemos o que era o oposto, já que lá isto não existe, criou um
Reino Relativo, (este nosso mundo ou outros mundos não importa) em que
pudéssemos viver uma experiência do oposto a tudo que temos e sabemos. Nos deu
o livre-arbítrio, a liberdade de fazer qualquer experiência. Mas com um só
porém: esquecer tudo que sabíamos, e tínhamos de começar do zero. Criar tudo,
conhecer tudo, saber tudo. Aí começa também toda dificuldade, toda luta, toda
inveja, todo poder sobre o outro ser, toda loucura e matança.
No princípio isso virou o caos. Vendo isso, Deus, sem interferir no
livre-arbítrio de todos nós, nos orientou para o caminho que
deveríamos seguir em nossa experiência. De varias maneira Ele nos dirigiu a sua
mensagem. Quer seja através dos mestres que Ele enviou no meio de nós, quer
seja falando diretamente como fez com os profetas. Mas aí ocorreu o fato de que
ninguém deu ouvido ás mensagens enviadas ou acreditou que Deus as tinha
enviado. Porque ocorreu esta falha? Primeiro, os homens poderosos e cultos
sempre acharam que se Deus quisesse falar conosco só poderia ser através deles
e não por pessoas do povo. Segundo, porque significava a perda de controle e
poder. Eles não seriam os mais cultos e nem seriam os que mais sabiam para
orientar o povo. Assim foi criando um temor e um medo sobre tudo que para eles
era ruim. Assim o oposto foi sendo criado.
Assim surgiu o certo e o errado. O lado de cima e o lado de baixo. A
frente e a costa. O escuro e o claro. O quente e o frio. O direito e o
esquerdo. Todos os opostos foram criados e os homens fizeram uso dele de
maneira conveniente para usufruir do poder. Assim foram criados, o rico e o
pobre. O sábio e o ignorante. O poderoso e o oprimido. Suprimiram a liberdade
individual e criaram uma ordem de cima para baixo. Separaram os homens em
tribos, raças e origens. Criaram outros Deuses que justificassem suas atitudes.
Criou-se a ganância, a inveja, a diferença, a desigualdade, instalou-se o caos.
Como tudo isto faz parte da experiência humana, Deus viu que nós caminhávamos
por um caminho diferente: enviou-nos mestres, falou-nos por meio dos profetas,
enviou-nos sinais magníficos.
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