Continuando...11-1
Em
termos de relacionamentos inferiores, vocês não reconhecem o espaço “no meio”.
Isso ocorre porque esses relacionamentos são sempre díades, enquanto os
relacionamentos da esfera superior são sempre tríades Portanto, há esquerda e
direita; em cima e embaixo, grande e pequeno, rápido e lento, quente e frio e a
maior díade já criada: homem e mulher. Não há nada no meio dessas díades. Uma
coisa é uma coisa ou outra, ou alguma versão mais ou menos usada em relação a
uma dessas polaridades.
Dentro
da esfera dos relacionamentos inferiores, nada pode existir sem
conceitualização de seu oposto. A maior parte das suas experiências diárias se
baseia nessa realidade. Dentro da esfera dos relacionamentos sublimes, nada que
existe tem um oposto. É tudo um e
progride de um para o outro em um ciclo interminável. O tempo é uma esfera
sublime, na qual o que vocês chamam de passado, presente e futuro existem
inter-relacionalmente. Isto é, não são opostos, mas sim partes do mesmo todo;
desenvolvimentos da mesma idéia; ciclos da mesma energia; aspectos da mesma
Verdade imutável. Se vocês concluírem disso que passado, presente e futuro existem
um de cada vez e ao mesmo “tempo”, estarão certos.
O
mundo se encontra nas condições atuais porque não poderia ser de outro modo e
ainda assim existir na esfera inferior da materialidade. Terremotos e furacões,
enchentes e tornados e outras calamidades que vocês chamam de desastres
naturais são apenas movimentos dos elementos de uma polaridade para a outra.
Todo o ciclo de nascimento e morte é parte desse movimento. Esses são os ritmos
da vida, e tudo na esfera inferior está sujeito a eles, porque a vida em si é
um ritmo. É uma onda, uma vibração, uma palpitação no próprio coração do Tudo
Que É.
A
doença e o mal-estar são os opostos da saúde e do bem-estar, e se manifestarem
sua realidade em sua realidade obedecendo às suas ordens. Vocês não podem
adoecer sem provocar a doença em algum nível, e podem ficar sadios de novo em um instante simplesmente
decidindo por isso. As grandes desilusões pessoais são reações escolhidas, as
calamidades mundiais são o resultado da consciência mundial.
Você
supõe que Eu escolho esses eventos, que é a Minha vontade e Meu desejo que
aconteçam. Contudo, Eu não desejo que esses desastres naturais
aconteçam, apenas observo vocês ocasionando-os. E não faço nada para
impedi-los, porque isso seria contrariar a sua vontade, o que, por sua vez, os
privaria da experiência de Deus, que é a experiência que vocês e Eu
escolhemos juntos.
Portanto, não condene tudo
que chamaria de ruim no mundo. Em vez disso, pergunte-se o que considerou ruim
e o que deseja fazer para mudá-lo.
Pergunte
a si mesmo: “Que parte do meu Eu desejo agora experimentar diante dessa
calamidade? Que aspecto do ser devo fazer aparecer?”. Porque toda a vida
existe como um instrumento de sua própria criação, e todos os seus eventos
meramente se apresentam como oportunidades para você decidir e ser Quem É.
Isso
é verdadeiro para todas as almas, e portanto você vê que não há vítimas no
universo, apenas criadores. Todos os Mestres que nasceram neste planeta sabiam
disso. É por esse motivo que nenhum deles se imaginava vitimizado, embora
muitos literalmente tenham sido crucificados.
Cada alma é um Mestre,
embora algumas almas não se lembrem de suas origens ou heranças. Contudo, cada
qual cria a situação e condição para o seu objetivo mais elevado e a sua
lembrança mais rápida – em cada momento chamado de agora.
Então
não julgue o caminho cármico trilhado por outra pessoa. Não sinta inveja do
sucesso e nem pena de fracasso, porque não sabe o que é sucesso ou fracasso na
avaliação da alma. Não diga que algo é uma calamidade ou um evento feliz até
decidir, ou testemunhar, qual é o seu objetivo. Pois a morte é uma calamidade,
se salvar as vidas de milhares de pessoas? E a vida é um evento feliz se só
causar sofrimento? Contudo, não deve julgar nem mesmo isso. Guarde sempre para
sim mesmo as suas opiniões, e deixe ou outros fazerem o mesmo.
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