segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Continuando...11-1

Em termos de relacionamentos inferiores, vocês não reconhecem o espaço “no meio”. Isso ocorre porque esses relacionamentos são sempre díades, enquanto os relacionamentos da esfera superior são sempre tríades Portanto, há esquerda e direita; em cima e embaixo, grande e pequeno, rápido e lento, quente e frio e a maior díade já criada: homem e mulher. Não há nada no meio dessas díades. Uma coisa é uma coisa ou outra, ou alguma versão mais ou menos usada em relação a uma dessas polaridades.
Dentro da esfera dos relacionamentos inferiores, nada pode existir sem conceitualização de seu oposto. A maior parte das suas experiências diárias se baseia nessa realidade. Dentro da esfera dos relacionamentos sublimes, nada que existe tem um oposto. É tudo um  e progride de um para o outro em um ciclo interminável. O tempo é uma esfera sublime, na qual o que vocês chamam de passado, presente e futuro existem inter-relacionalmente. Isto é, não são opostos, mas sim partes do mesmo todo; desenvolvimentos da mesma idéia; ciclos da mesma energia; aspectos da mesma Verdade imutável. Se vocês concluírem disso que passado, presente e futuro existem um de cada vez e ao mesmo “tempo”, estarão certos.
O mundo se encontra nas condições atuais porque não poderia ser de outro modo e ainda assim existir na esfera inferior da materialidade. Terremotos e furacões, enchentes e tornados e outras calamidades que vocês chamam de desastres naturais são apenas movimentos dos elementos de uma polaridade para a outra. Todo o ciclo de nascimento e morte é parte desse movimento. Esses são os ritmos da vida, e tudo na esfera inferior está sujeito a eles, porque a vida em si é um ritmo. É uma onda, uma vibração, uma palpitação no próprio coração do Tudo Que É.
A doença e o mal-estar são os opostos da saúde e do bem-estar, e se manifestarem sua realidade em sua realidade obedecendo às suas ordens. Vocês não podem adoecer sem provocar a doença em algum nível, e podem ficar  sadios de novo em um instante simplesmente decidindo por isso. As grandes desilusões pessoais são reações escolhidas, as calamidades mundiais são o resultado da consciência mundial.
Você supõe que Eu escolho esses eventos, que é a Minha vontade e Meu desejo que aconteçam. Contudo, Eu não desejo que esses desastres naturais aconteçam, apenas observo vocês ocasionando-os. E não faço nada para impedi-los, porque isso seria contrariar a sua vontade, o que, por sua vez, os privaria da experiência de Deus, que é a experiência que vocês e Eu escolhemos  juntos.
Portanto, não condene tudo que chamaria de ruim no mundo. Em vez disso, pergunte-se o que considerou ruim e o que deseja fazer para mudá-lo.
Pergunte a si mesmo: “Que parte do meu Eu desejo agora experimentar diante dessa calamidade? Que aspecto do ser devo fazer aparecer?”. Porque toda a vida existe como um instrumento de sua própria criação, e todos os seus eventos meramente se apresentam como oportunidades para você decidir e ser Quem É.
Isso é verdadeiro para todas as almas, e portanto você vê que não há vítimas no universo, apenas criadores. Todos os Mestres que nasceram neste planeta sabiam disso. É por esse motivo que nenhum deles se imaginava vitimizado, embora muitos literalmente tenham sido crucificados.
Cada alma é um Mestre, embora algumas almas não se lembrem de suas origens ou heranças. Contudo, cada qual cria a situação e condição para o seu objetivo mais elevado e a sua lembrança mais rápida – em cada momento chamado de agora.
Então não julgue o caminho cármico trilhado por outra pessoa. Não sinta inveja do sucesso e nem pena de fracasso, porque não sabe o que é sucesso ou fracasso na avaliação da alma. Não diga que algo é uma calamidade ou um evento feliz até decidir, ou testemunhar, qual é o seu objetivo. Pois a morte é uma calamidade, se salvar as vidas de milhares de pessoas? E a vida é um evento feliz se só causar sofrimento? Contudo, não deve julgar nem mesmo isso. Guarde sempre para sim mesmo as suas opiniões, e deixe ou outros fazerem o mesmo.


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