segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Continuando....11-3

           Contudo, não há vítimas e nem algozes no mundo. E você tampouco é uma vítima das escolhas dos outros. Em algum nível todos vocês criaram o que dizem que detestam – e por tanto, o escolheram.
          Esse é um nível avançado de pensamento que todos os Mestres atingem mais cedo ou mais tarde. Porque é apenas quando eles aceitam a responsabilidade por tudo, é que podem ter o poder de mudar parte disso. Enquanto você nutrir a idéia de que há algo ou alguém “fazendo isso” com você, não terá o poder de fazer nada a respeito. Somente quando disser “eu fiz isso” poderá ter o poder de mudá-lo.É  muito mais fácil você mudar o que está fazendo, do que mudar o que os outros estão fazendo.O primeiro passo para mudar qualquer coisa é saber e aceitar que você escolheu que ela fosse o que é. Se não puder aceitar isso em um nível pessoal, admita-o através de sua compreensão de que está errado, mas porque não é mais uma afirmação exata de Quem Você É.
           Usada desse modo, a vida passa a criar o Eu. Você a usa para criar o seu Eu como Quem Você É, e Quem Sempre Desejou Ser. Também, há apenas um motivo para desfazer alguma coisa: ela não ser mais uma afirmação de Quem Você Deseja Ser, não o refletir, não o representar.
          Se você quiser ser corretamente representado, deve tentar mudar tudo em sua vida que não se encaixa na imagem que deseja projetar na eternidade.
No sentido mais amplo, todos os eventos “ruins” que acontecem são de sua escolha. O erro não é escolhê-los, mas chamá-los de ruins. Porque você ao fazer isso, chama seu Eu de ruim, já que os criou. Esse rótulo você não pode aceitar; portanto, em vez de rotular o seu Eu de ruim, nega as suas próprias criações.
           É essa desonestidade intelectual e espiritual que o deixa aceitar um mundo em tais condições. Se você tiver de aceitar – ou pelo menos tivesse uma forte sensação interior de responsabilidade pessoal pelo mundo – este seria um lugar muito diferente. Sem dúvida seria, se todos se sentissem responsáveis. Por ser tão óbvio é que esse fato se torna tão doloroso e irônico.
          As calamidades e os desastres naturais do mundo – seus tornados e furacões, vulcões enchentes – desordens físicas – não são especificamente criações suas. O que você cria é o grau em que esses eventos afetam a sua vida.      Há eventos no universo que nenhum vôo da imaginação poderia afirmar que você provocou ou criou. Essse eventos foram criados pela consciência combinada do homem. Todo o mundo, criando junto, produz essas experiências. O que cada um de vocês faz individualmente é passar por elas, decidindo o que significam para vocês – se é que têm algum significado – e Quem e O Que Vocês São em relação a elas.

Portanto, vocês criam coletiva e individualmente a vida e os tempos que estão experimentando, e o objetivo é a evolução da alma.

          Você perguntou se há um modo menos doloroso de passar por esse processo – e a resposta é sim. Contudo, nada em sua  experiência exterior terá mudado. O modo de diminuir o sofrimento que você associa às experiências e ocorrências terrenas – tanto as suas como de outras pessoas – é mudar o modo de vê-las.
          Você não pode  mudar o evento exterior (porque foi criado por todos vocês, e não é suficiente maduro em sua consciência para alterar individualmente o que foi criado coletivamente), por isso deve mudar a experiência interior. Esse é o caminho para o completo controle na vida.
          Nada é em si doloroso. O sofrimento resulta do pensamento errôneo. É um erro no modo de pensar. Um Mestre pode acabar com a dor mais intensa. Desse modo, o Mestre cura. O sofrimento resulta de um julgamento que você fez sobre uma coisa. Elimine o julgamento e o sofrimento desaparecerá. O julgamento freqüentemente se baseia na experiência anterior. Sua idéia sobre uma situação se origina de uma idéia anterior sobre ela. Sua idéia anterior resulta de uma idéia ainda mais anterior – e essa idéia de outra, e assim por diante, como um bloco de edifícios, até você  voltar por todo o caminho até a sala de espelhos, ao que Eu chamo de primeiro pensamento.
          Todo pensamento é criativo, e nenhum pensamento é mais poderoso do que o original. É por essa razão que às vezes ele também é chamado de pecado original. O pecado original ocorre quando o seu primeiro pensamento sobre alguma situação é errôneo. O erro pe então cometido muitas vezes, sempre que você tem um segundo ou terceiro pensamento em relação a ela. É trabalho de o Espírito Santo inspirá-lo a ter novas compreensões que podem livrá-los de seus erros.



Continua....12- O Certo e o Errado

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