segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Continuando...7

O Engano



Se você pensa que Deus é um ser onipotente que ouve todas as preces, diz “sim” para algumas, “não” para outras e “talvez, mas não agora” para o restante, está enganado. Seguindo que regras Ele decidiria? Se você pensa que Deus é criador e direcionador de todas as coisas em sua vida, está enganado. Deus é observador, não o criador. E Ele está pronto para ajudá-lo a viver, mas não do modo que você  poderia esperar. Não é função de Deus criar, ou não criar, as situações ou funções de sua vida. Deus criou você à sua imagem e semelhança. Você criou o resto, através do poder de Ele lhe deu. Deus criou o processo da vida e a própria vida como os conhece. Contudo, deu-lhes o livre-arbítrio, para fazer dela o que quiser. Neste sentido, seu desejo para si mesmo é o desejo de Deus  para você. Você vive de um determinado modo, e Eu não tenho preferência no que diz respeito a isso. Essa é a grande ilusão de vocês: que Deus se importa com o que fazem. Eu não me importo com o que fazem, e é duro ouvir isso.
Contudo, em certo sentido, Deus não se importa nem mesmo com o resultado. Nem com resultado final. Porque este é certo. Eis aí a segunda ilusão do homem: que o resultado da vida é incerto. É essa dúvida a respeito do resultado final que criou o seu maior inimigo – o medo. Porque se você duvida do resultado, duvida de Deus – não crê Nele.

E se não crê em Deus, viverá para sempre com medo e culpa.

                No entanto, Deus tem o pleno poder de combinar as intenções com os resultados. Vocês não conseguem, e nem conseguirão, acreditar nisso (embora afirmem que Deus é Todo-Poderoso), e então criam em sua imaginação um poder análogo ao de Deus, para encontrar um modo da Vontade Divina ser contrariada. Isso vai contra tudo que vocês dizem saber sobre Deus, mas não importa. Vocês vivem com as suas ilusões, e por isso sentem medo, porque decidiram duvidar de Deus.
Mas e se tomassem uma nova decisão? Qual seria o resultado? Eu lhes digo: viveriam como Buda. Como Jesus. Como todos os santos que já veneraram. Entretanto, como ocorreu com a maioria desses santos, as pessoas não os compreenderiam. As pessoas se perguntariam como vocês podiam ter o que elas não tinham. E então sentiriam inveja. Logo a inveja se transformaria em raiva, e em sua raiva tentariam convencê-los de que eram vocês que não compreenderiam Deus. E se não conseguissem estragar a sua alegria, tentariam prejudicá-los, tamanha raiva que sentiam. E quando vocês lhes dissessem que isso não importava, que nem mesmo a morte poderia tirar a sua alegria, ou mudar a sua verdade, certamente os matariam. Então quando vissem a paz com que aceitavam a morte, seriam considerados santos, e amados de novo. Porque é típico da natureza humana amar, depois destruir, e então amar novamente o que valorizam mais.
Todas as ações humanas são motivadas em seu nível mais profundo por uma entre duas emoções: medo ou amor. Na verdade, há apenas duas emoções – apenas duas palavras na linguagem da alma. Esses são os extremos opostos da grande polaridade que Eu criei quando produzi o universo e o seu mundo, como o conhecem hoje.
Todos os pensamentos e atos humanos se baseiam no amor ou no medo. Não há outra motivação humana, e todas as outras idéias se originam dessas duas. São simplesmente versões diferentes – variações do mesmo tema. Pense bastante sobre isso e perceberá que é verdadeiro. É o que Eu chamei de Pensamento Responsável, um pensamento de amor ou de medo. É o primeiro pensamento, por trás do pensamento – sua força motora. É a energia natural que põe em movimento a máquina da experiência humana.
E eis aqui como o comportamento produz experiência após experiência; é por isso que os seres humanos amam, depois destroem e então amam novamente: sempre existe a passagem de uma emoção para outra. O amor abona o medo, que abona o amor que abona o medo...
... e o motivo é a primeira mentira – aquela que vocês têm como verdadeira em relação a Deus – a de que não se pode confiar Nele; nem depender do Seu amor; e que a aceitação Dele a seu respeito é condicional; que, portanto, o resultado final é incerto. Porque se vocês não puderem confiar em que o amor de Deus sempre existirá, no amor de quem poderão confiar?
... e então sucede que quando vocês juram o seu amor mais sublime, enfrentam o seu maior medo.
Porque a primeira coisa com que se preocupam depois de dizerem “eu o amo” é se ouvirão o mesmo como resposta. E se ouvirem, começarão imediatamente a preocupar-se com a possibilidade de perderem o amor que acabaram de encontrar. E por isso toda ação se torna uma reação – uma defesa contra a perda – até mesmo quando vocês tentam defender-se contra a perda de Deus.



continua...8 - Quem Somos?

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