Continuando...9
O Início da Vida
- Então por que estamos aqui?
Para lembrar e recriar Quem São. Eu lhes disse repetidamente. Vocês não acreditam em Mim. Contudo, isso se justifica, porque de fato, se não criarem a si próprios como Quem são, não poderão ser assim. A vida (como você a chama) é uma oportunidade de você saber experimentalmente o que já sabe conceitualmente. Não precisa aprender coisa alguma para fazer isso. Precisa apenas lembrar do que já sabe, e agir de acordo com esse conhecimento. A alma – sua alma – sabe tudo que há para saber o tempo todo. Nada é misterioso ou desconhecido para ela. Contudo, saber não é o suficiente. A alma procura experimentar. Você pode saber ser generoso, mas a menos que faça algo que demonstre a sua generosidade, terá apenas um conceito. Pode saber ser bondoso, mas a menos que seja bondoso com alguém, só terá uma idéia a respeito de si mesmo.
É desejo de sua alma transformar o seu melhor conceito sobre si mesmo em sua melhor experiência. Enquanto o conceito não se torna experiência, tudo que há é especulação. Eu especulo a respeito de Mim Mesmo há muito tempo. Há mais tempo do que Eu e você juntos poderíamos nos lembrar, do que a idade deste universo multiplicada por dois. Então você vê, o quanto é nova a Minha experiência de Mim Mesmo.
No início o que É era tudo que havia. Porém, Tudo Que É não podia conhecer-se – porque não havia mais coisa alguma. E então, Tudo Que É... não era. Porque, na ausência de outra coisa, Tudo Que É, não É.
A única coisa que Tudo Que É sabia é que nada mais havia. Portanto, nunca poderia conhecer a Si Mesmo a partir de um ponto de referência externo. Esse ponto não existia. Só existia um ponto de referência interno. O “É - Não É”. O “Sou - Não Sou”. Mas o Tudo de Tudo decidiu conhecer-se experimentalmente. Essa energia – pura, não vista, não ouvida, não observada e por tanto desconhecida por qualquer outra energia – decidiu experimentar a Si Própria em toda a sua magnificência. Para fazer isso, percebeu que teria de usar um ponto de referência interno.
Portanto, do Nada surgiu o Tudo – um evento espiritual perfeitamente compatível com o que seus cientistas chamam de Teoria da Grande Explosão.
Quando todos os elementos se precipitaram para frente, o tempo foi criado, porque primeiro uma coisa estava aqui, e depois lá – e o período que havia demorado para ir daqui para lá era mensurável
É a essa criação da dualidade entre o amor e o seu oposto que os seres humanos se referem em suas várias mitologias como o aparecimento do mal, a desgraça de Adão, a rebelião de Satanás e assim por diante.
Do mesmo modo com vocês escolheram personificar o amor puro com aquele a quem chamam de Deus, escolheram personificar o medo abjeto como aquele a quem chamam de demônio.
Em algumas de suas mitologias religiosas é dito que “Deus-Pai” tem muitos filhos espirituais. Esse paralelo com as experiências humanas da vida se multiplicando parece ser o único modo de fazer as massas aceitarem como realidade a idéia do súbito aparecimento, da súbita existência de inúmeros espíritos no “Reino do Céu”.
Nesse caso, seus mitos e suas histórias não estão tão longe da realidade suprema – porque os inúmeros espíritos que formam a totalidade de Mim são, em um sentido cósmico, Meus Filhos.
Agora deixe-me explicar isso – tente entender – porque a partir daqui é mais difícil. Lembre-se de que pediu esta explicação. Espera por ela há anos. Pediu-a em termos leigos, não através da doutrinas teológicas ou teorias científicas. E tendo pedido, receberá.Agora, para simplificar as coisas, usarei o seu modelo mitológico dos filhos de Deus como uma base para uma discussão, porque é um modelo com o qual está acostumado – e que de muitos modos não está muito distante da realidade.
continua...10
Nenhum comentário:
Postar um comentário